Meu Humor

Nome Debora
Idade 38 anos (24/06/66)
Amo minha filha Walleska,meu marido, minha familia
Adoro ler, pintar e silencio.
este blog começou no dia 10/07/04
Pense...... "Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada." Do livro Talmund, ditados e frases pronunciadas pelos Rabinos através dos tempos

 



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Jota Quest - O Que Eu Também Não Entendo Essa não é mais uma carta de amor São pensamentos soltos traduzidos em palavras Pra que você possa entender O que eu também não entendo Amar não é ter que ter sempre certeza É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém É poder ser você mesmo e não precisar fingir É tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir Já pensei em te largar Já olhei tantas vezes pro lado Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos Sei que nunca fui perfeito mas com você eu posso ser Até eu mesmo que você vai entender Posso brincar de descobrir desenho em nuvens Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis Posso tirar a tua roupa Posso fazer o que eu quiser Posso perder o juízo Mas com você eu tô tranquilo, tranquilo Agora o que vamos fazer, eu também não sei Afinal, será que amar é mesmo tudo? Se isso não é amor, o que mais pode será Estou aprendendo também Já pensei em te largar Já olhei tantas vezes pro lado Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos Sei que nunca fui perfeito mas com você eu posso ser Até eu mesmo que você vai entender Posso brincar de descobrir desenho em nuvens Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis Posso tirar a tua roupa Posso fazer o que eu quiser Posso perder o juízo Mas com você eu tô tranquilo, tranquilo Agora o que vamos fazer, eu também não sei Afinal, será que amar é mesmo tudo? Se isso não é amor, o que mais pode será Estou aprendendo também



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Créditos

As mãos da minha avó

 

A minha avó que tinha mais de 90 anos, estava sentada num banco na varanda, e tinha um aspecto fraco. 
Ela não se mexia, estava apenas sentada a fixar as mãos. 
Quando me sentei ao pé dela, nem sequer se mexeu, não teve nenhuma reação. 
Eu não a queria perturbar, mas ao fim dum certo tempo perguntei-lhe se ela estava bem. 
Ela levantou a cabeça e sorriu para mim. 
- Sim, eu estou bem, não te preocupes, respondeu ela com uma voz forte e clara. 
- Eu não a queria incomodar, mas você estava aí com o olhar fixado nas suas mãos, e eu apenas pretendi saber se estava tudo bem consigo.
- Já alguma vez viste bem as tuas mãos ? perguntou-me ela. 
Quer dizer, vê-las como deve de ser. 
Então eu olhei para as minhas mãos e fixei-as.
Sem compreender bem o que ela queria dizer, respondi que não, nunca tinha olhado bem para as minhas mãos.
A minha avó sorriu para mim e contou-me o seguinte: 
Pára um bocadinho e pensa bem como as tuas mãos te têm servido desde a tua nascença. 
- As minhas mãos cheias de rugas, secas e fracas, foram as ferramentas que eu utilizei para abraçar a vida 
Elas permitiram agarrar-me a qualquer coisa para evitar de cair antes de eu aprender a andar. 
Elas levaram a comida à minha boca e vestiram-me 
Quando era criança a minha mãe mostrou-me como uni-las para rezar. 
Elas ataram as minhas botas e meus sapatos. 
Elas tocaram no meu marido e enxugaram as minhas lágrimas quando ele foi para a guerra. 
Elas já estiveram sujas, cortadas, enrugadas e inchadas. 
Elas não tiveram jeito nenhum quando tentei segurar o meu primeiro filho.
Decoradas com a aliança de casamento, elas mostraram ao mundo que eu amava alguém único e especial. 
Elas escreveram cartas ao teu avô, e tremeram quando ele foi enterrado.
Elas seguraram os meus filhos, depois os meus netos, consolaram os vizinhos e também tremeram de raiva quando havia alguma coisa que eu não compreendia. 
Elas cobriram a minha cara, pentearam os meus cabelos e lavaram o meu corpo.
 
Elas já estiveram pegajosas, húmidas, secas e com rugas. 
Hoje como nada funciona como dantes para mim, elas continuam a amparar-me e eu ainda as uno para orar. 
Estas mãos contêm a história da minha vida. 
Mas o mais importante é que serão estas mesmas mãos que um dia Deus segurará para me levar com ele para o seu Paraíso. 
Com elas, Ele me colocará a Seu lado. 
E lá eu poderei utilizá-las para tocar na face de Cristo. 
- Pensativo eu olhava para as nossas mãos. 
Nunca mais as verei da mesma maneira. 
Mais tarde Deus estendeu as Suas mãos e levou a minha avó para Ele. 
Quando eu me aleijo nas mãos, quando elas são sensíveis, quando acarinho os meus filhos, ou a minha esposa, penso sempre na minha avó.
Apesar da sua idade avançada, ainda teve inteligência suficiente para me fazer compreender o valor das minhas mãos.


 

:: Postado por Debby às 22h04
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